Mariana Romero Roy – Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets https://globalhealthintelligence.com/pt-br/ The leading source for hospital data and market intelligence across Latin America and Asia. Mon, 01 Dec 2025 19:31:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/11/cropped-Profile-32x32.png Mariana Romero Roy – Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets https://globalhealthintelligence.com/pt-br/ 32 32 Obsolescência de equipamentos médicos: uma crise oculta em hospitais da América Latina https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/obsolescencia-de-equipamentos-medicos-uma-crise-oculta-em-hospitais-da-america-latina/ Tue, 23 Sep 2025 20:20:43 +0000 https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/obsolescencia-de-equipamentos-medicos-uma-crise-oculta-em-hospitais-da-america-latina/ Mariana Romero Roy

Quando o assunto é melhorar a saúde da América Latina, grande parte da conversa se concentra na eliminação de desigualdades e na expansão do acesso universal à saúde. No entanto, um problema mais sutil, mas ainda importante, acontece silenciosamente em muitos hospitais e clínicas latino-americanos: equipamentos médicos antigos e obsoletos continuam em operação mesmo muito depois do tempo recomendado.

O problema dos equipamentos antigos

Depender de equipamentos antigos pode ser um problema por vários motivos. Em primeiro lugar, é muito provável que as imagens ou dados fornecidos por essas máquinas não sejam precisos, o que pode causar erros de diagnóstico. No caso das máquinas que emitem radiação, como os aparelhos de raio X, equipamentos velhos podem significar perigo tanto para pacientes como para operadores.

Apesar dessas preocupações, alguns hospitais têm motivos justos para tentar aproveitar ao máximo seus equipamentos mais antigos. Em muitos casos, são instituições públicas com orçamento limitado. Esse fator pode travar os planos de aquisição de longo prazo e, com isso, as máquinas continuam sendo usadas quando já deveriam ter sido descontinuadas. Se acrescentarmos a isso os gargalos na cadeia de suprimento devido ao aumento das tarifas de importação e à incerteza dos preços do comércio internacional, veremos por que o assunto vem despertando tanta preocupação na região.

O que os dados mostram

Embora seja comum ouvir que o percentual de equipamentos médicos obsoletos no mundo em desenvolvimento é de 90% ou mais, os dados reais não são tão terríveis. Mesmo assim, o número mostra que há muito espaço para melhoria em toda a região. Um estudo realizado em 2011 com 112.040 equipamentos médicos instalados em países em desenvolvimento mostrou que, em geral, 38,3% dos aparelhos estavam fora de operação. Ao tempo do estudo, os números eram estes:

País: % de equipamentos fora de operação

  • Belize: 40%
  • Costa Rica: 0.83%
  • El Salvador: 25.51%
  • Guatemala: 17.72%
  • Honduras: 15.54%
  • Nicarágua: 29.11%
  • Panamá: 7.12%
  • Bolívia: 40.50%
  • Colômbia: 45.56%
  • Equador: 40.82%
  • Peru: 43.36%
  • Venezuela: 47%

Evidentemente, alguns desses números já mudaram desde a realização do estudo, mas os resultados certamente mostram uma tendência em toda a América Latina. Ressalta-se que os equipamentos médicos mais importantes, como aparelhos de raio X e esterilizadores, tinham maior probabilidade de estar fora de operação.

Um estudo de caso durante a pandemia de Covid-19

Não há dúvida de que os dados sobre equipamentos obsoletos na América Latina são preocupantes por si sós. Mas o problema fica ainda mais alarmante quando examinamos os impactos de equipamentos médicos ultrapassados no mundo real. Em poucas palavras, uma tecnologia desatualizada pode se tornar um risco para a saúde. Aparelhos defasados podem gerar diagnósticos incorretos, aumentar a indisponibilidade de equipamentos e os custos de reparo, elevar os riscos de exposição à radiação de dispositivos de imagens antigos, dificultar a integração com sistemas tecnológicos de saúde modernos e vários outros problemas.

Um bom exemplo foi o impacto real causado pela obsolescência de equipamentos médicos no México durante a pandemia de Covid-19. À medida que a doença se espalhava, crescia a necessidade de produção rápida de imagens de raio X do tórax, e os equipamentos radiológicos do México não davam conta da tarefa. Em vez de sistemas de radiologia que enviam imagens digitais de alta qualidade para computadores próximos, muitos geradores de raio X do México não eram sequer digitais quando irrompeu a pandemia. A incapacidade do México de atender à demanda momentânea motivou a mudança para sistemas de radiologia digital na região desde então.

Como hospitais e clínicas devem evoluir

O exemplo do mercado de raio X mexicano antes e depois da Covid-19 serve para mostrar como o mercado latino-americano pode e vai evoluir quando for necessário. O problema é que as instituições regionais não devem esperar uma pandemia global para promover as mudanças necessárias para atender seus pacientes.

Hospitais e clínicas da região que mantêm equipamentos atualizados passaram a abordar a questão da modernização do ponto de vista da necessidade de dados. Para isso, organizações de saúde públicas e privadas precisam se reunir e adotar medidas em relação ao ciclo de vida dos equipamentos de suas instalações. Os investimentos estratégicos devem mirar os equipamentos essenciais com maior risco de obsolescência.

A formação de parcerias comerciais entre fabricantes de dispositivos e organizações pode permitir que estas tenham ajuda para prever a obsolescência de seus equipamentos e garantir a aquisição de aparelhos atualizados quando necessário. Muitas empresas de equipamentos médicos também oferecem programas de troca, de forma que as instituições possam modernizar suas máquinas a um custo mais razoável.

Para saber como seu mercado, país ou instituição anda nesse assunto, solicite um relatório personalizado da GHI ou veja como nossas soluções de dados, como o HospiScope e o SurgiScope, podem ajudar no planejamento inteligente de seus equipamentos.

Principais conclusões para empresas médicas

Se você é representante de vendas do setor de saúde na região, os desafios para superar restrições orçamentárias e convencer administradores da importância da atualização podem ser grandes. Uma estratégia que se mostrou eficaz para muitas empresas da região foi manter o foco na mentalidade “bom o suficiente”. Você nunca adotaria essa abordagem no marketing direto com cliente ou em campanhas de relações públicas, mas em se tratando das estratégias de vendas específicas para o setor público da América Latina, “bom o suficiente” pode ser eficaz e gerar boas vendas.

Pense assim: o setor público ainda quer o melhor que pode pagar para seus pacientes, mas a realidade é que talvez não tenha orçamento para o modelo mais moderno e completo do equipamento. No entanto, se conseguir criar uma estratégia para fornecer um modelo confiável de alta qualidade a preço baixo, você terá boas chances de chamar a atenção do setor e manter os contratos por muitos anos.

“Se você falar com hospitais privados, é provável que digam que querem IA, robótica e equipamentos de ponta. Já outros hospitais têm necessidades muito básicas”, diz Hector Orellana, vice-presidente da Medtronic para o Norte da América Latina. “É essencial entender os dois lados para conhecer as diferenças e oferecer os serviços certos para cada instituição. Precisamos ser maleáveis para ajudar todos os pacientes com o máximo de efetividade.”

Próximos passos

Fale com a GHI para saber mais sobre as tendências em equipamentos e seu potencial impacto no setor de saúde da América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises e informações valiosas de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas em seu setor.

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Prontidão hospitalar para terapias avançadas: os hospitais da América Latina estão preparados? https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/prontidao-hospitalar-para-terapias-avancadas-os-hospitais-da-america-latina-estao-preparados/ Sun, 24 Aug 2025 06:40:22 +0000 https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/prontidao-hospitalar-para-terapias-avancadas-os-hospitais-da-america-latina-estao-preparados/ Mariana Romero Roy

Os avanços tecnológicos, como a digitalização, o aumento do uso da IA ou o advento de diagnósticos e tratamentos avançados, têm o potencial de redefinir completamente o cenário do setor de saúde da América Latina  nos próximos anos. Prontuários eletrônicos melhoram a eficiência e a precisão do tratamento dos pacientes, enquanto a telemedicina pode tornar o cuidado da saúde mais acessível para mais pessoas.

À medida que os sistemas de IA amadurecem, aumentam ainda mais as possibilidades de uso na área da saúde. O diagnóstico pode ficar muito mais preciso e muito mais rápido. Imagens assistidas por IA podem ajudar médicos a detectar problemas que antes seriam ignorados. Elas também podem auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos ou tratamentos em ritmo avançado.

Além disso, é claro, a enorme quantidade de terapias avançadas pode tratar e curar mais doenças, graças a inovações em cirurgia robótica, tratamentos oncológicos e produtos de terapia avançada (PTAs) que envolvem abordagens celulares e genéticas ao tratamento, entre outras.

Acompanhando a inovação tecnológica

Não há dúvidas de que as inovações são muitas e promissoras no mercado de saúde da América Latina, mas, como quase tudo na vida, existem desafios importantes. Para algumas regiões e hospitais é difícil acompanhar o ritmo acelerado das mudanças. Algumas instituições de saúde não conseguem atualizar sua infraestrutura com a agilidade necessária para acomodar as transformações. Outras, geralmente clínicas particulares, têm mais sucesso nessa empreitada. Com isso, acaba-se criando mais desigualdades no mercado de saúde latino-americano.

Estamos prontos para a IA?

Quando o assunto é inteligência artificial, os números indicam uma taxa de crescimento impressionante, que seguirá crescendo em ritmo acelerado nos próximos anos:

  • US$ 19,27 bi – Avaliação do tamanho do mercado de saúde com IA em 2023
  • US$ 188 bi – Previsão do valor do mercado de saúde com IA até 2030
  • 38% – Previsão de crescimento do mercado de saúde com IA entre 2019 e 2027
  • 5% – Previsão da contribuição da IA para o PIB da América Latina até 2030
  • US$ 349 mi – Previsão de receita do mercado de saúde com IA na América Latina até 2030
  • 12,2% – Previsão da taxa de crescimento anual composta (2024-2030)

Embora seja possível identificar avanços em toda a região, Armando Guio Español, pesquisador do Berkman Klein Center da Universidade de Harvard e arquiteto das estratégias de IA de vários países latino-americanos, afirma que infraestruturas atualizadas, que permitam a ampla coleta e organização de prontuários digitais, são essenciais para a expansão do uso da IA na região.

Essa área vem evoluindo a cada dia. “Tenho observado que muitos médicos e pesquisadores da América Latina têm muito interesse em usar IA, mas precisam de dados de mais qualidade”, diz ele. “À medida que os países melhoram seus registros digitais e modelos de dados, começamos a enxergar grandes avanços da IA nos mercados de saúde da América Latina.”

Com efeito, alguns desses avanços já estão se concretizando na América Latina, e a região passou a ser conhecida como um tipo de “campo de ensaio” para essas novas tecnologias. A população é diversificada e composta por pessoas de diferentes origens, o custo de entrada no mercado é mais baixo e as regulamentações são mais favoráveis para a IA. As empresas, notando isso, estão trazendo suas novas tecnologias para o mercado latino-americano.

O Brasil, especificamente, tomou a dianteira na inovação em IA com a promulgação recente de uma lei, além das políticas favoráveis da ANVISA, sua agência nacional de saúde. O Centro de Inteligência Artificial produz avanços no Brasil desde 2020, resultando em pioneirismo na integração da tecnologia de IA a tecnologias de imagem, como raios X, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas. A IA também é usada no Brasil em telemedicina, descoberta de medicamentos e ensaios clínicos.

Essas políticas já incentivaram empresas de saúde inovadoras, como a Noul, a entrar no mercado latino-americano. Outras partes da América Latina também estão produzindo avanços. A empresa de IA Eden conseguiu um financiamento significativo na região para trazer avanços de tecnologia de imagem médica e processos de diagnóstico. A tecnologia já está sendo usada por vários radiologistas do México, e a empresa planeja expandir suas operações para outros mercados da América Latina nos próximos anos.

O papel cada vez mais importante da digitalização

No mercado de saúde digital, a América Latina também tem mostrado crescimento significativo e provado que possui infraestrutura para suportar avanços rápidos nessa área. Em vários casos, a América Latina é líder em inovação em saúde digital e supera o resto do mundo em financiamento e investimentos:

  • Previsão de crescimento do mercado global de saúde digital em 2024: 5,5%
  • Previsão de crescimento do mercado de saúde digital na América Latina em 2024: 37,6%
  • Previsão de valor do mercado de saúde digital da América Latina até o fim de 2024: US$ 35 bi
  • Percentual de startups de tecnologia de saúde dedicadas a diagnóstico, tratamento e prevenção: 52%
  • Percentual de startups de tecnologia de saúde localizadas no Brasil e no México: 78%

Como podemos ver, há uma explosão de tecnologia de saúde e potencial de inovação na América Latina. O crescimento estimado da região supera o do mundo como um todo. Embora a maior parte da inovação venha do Brasil e do México, esses países não são os únicos atores do setor de tecnologia médica. Chile, Argentina e Colômbia, por exemplo, respondem por 8%, 6% e 6% do total, respectivamente.

Terapias avançadas na América Latina

Em se tratando de terapias avançadas, como cirurgias robóticas, tratamentos oncológicos ou produtos de terapia avançada (PTA) como terapias celulares e genéticas, muitos hospitais de toda a região enfrentam desafios de implementação causados por questões de infraestrutura, regulamentações inconsistentes para os tratamentos e falta de conscientização pública. Novamente, países como o Brasil lideram no aperfeiçoamento das regulamentações e da infraestrutura para PTAs, enquanto outros, como Chile, México e Argentina, ainda estão engatinhando na criação de uma matriz regulamentadora.

No entanto, as pesquisas apontam que até o mercado de terapia avançada vem evoluindo de forma lenta e estável na América Latina e que a região é cada vez mais relevante no cenário global do setor. No Brasil, especialmente, existe um processo estruturado de aprovação de PTAs que já resultou em mais de 100 ensaios clínicos de terapias avançadas concluídos ou em andamento.

Principais conclusões para empresas médicas

Como podemos ver, a América Latina progrediu muito nos últimos anos na adoção de tecnologias de saúde inovadoras, como a IA, a saúde digital e os tratamentos avançados. Embora existam desafios de infraestrutura, muitas regiões e instituições se mostraram dispostas a tomar providências para fazer esses avanços. Isso é uma ótima notícia para fornecedores de equipamentos e fabricantes de dispositivos que querem apoiar esses mercados em crescimento.

Como algumas estatísticas mostram, a desigualdade é um problema de infraestrutura evidente em toda a região. Em resumo, a maior parte do crescimento e inovação acontece no Brasil e no México, mas outros países começam a mostrar avanços. Empresas de dispositivos e equipamentos podem ajudar a região a eliminar essa disparidade identificando os pontos de necessidade e promovendo a atualização de instalações e equipamentos. O conjunto de ferramentas e serviços da GHI é perfeito para identificar essas necessidades e desenvolver uma estratégia de vendas adequada.

Próximos passos

Entre em contato com a GHI para obter mais informações sobre tecnologias inovadoras e emergentes e seu potencial impacto no setor de saúde da América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises e informações valiosas de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas em seu setor.

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Startups de tecnologia de saúde e polos de inovação na América Latina https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/startups-de-tecnologia-de-saude-e-polos-de-inovacao-na-america-latina/ Wed, 23 Jul 2025 08:46:56 +0000 https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/startups-de-tecnologia-de-saude-e-polos-de-inovacao-na-america-latina/ Mariana Romero Roy

Com o advento da inteligência artificial (IA), a digitalização e a proliferação dos smartphones remoldando nosso cotidiano, não é surpresa ver o setor de saúde passando por uma revolução semelhante. A integração de tecnologias avançadas, como telemedicina, big data e IA, vem deixando a assistência médica mais acessível, eficiente e inovadora do que nunca.

O papel da América Latina

Embora a América Latina seja frequentemente considerada atrasada no setor de saúde, é interessante observar que os recentes avanços na tecnologia em saúde aparentemente destroem esse mito. Em muitos casos, a América Latina é líder em inovação no cuidado da saúde e supera o resto do mundo em financiamento e investimento na área.


A tecnologia de saúde da América Latina em números

  • Previsão de crescimento do mercado global de saúde digital em 2024: 5,5%
  • Previsão de crescimento do mercado de saúde digital na América Latina em 2024: 37,6%
  • Previsão de valor do mercado de saúde digital da América Latina até o fim de 2024: US$ 35 bi
  • Crescimento no uso de IA em startups latino-americanas entre 2022 e 2024: 6%
  • Percentual de startups de tecnologia de saúde dedicadas a diagnóstico, tratamento e prevenção: 52%
  • Percentual de startups de tecnologia de saúde localizadas no Brasil e no México: 78%

 

Uma região em franca ascensão

Como podemos ver, há uma explosão de tecnologia de saúde e potencial de inovação na América Latina. O crescimento estimado da região supera o do mundo como um todo. Embora a maior parte da inovação venha do Brasil e do México, esses países não são os únicos atores do setor de tecnologia médica. Chile, Argentina e Colômbia, por exemplo, respondem por 8%, 6% e 6% do total, respectivamente. Quando analisamos histórias individuais de sucesso de diferentes países, as contribuições para a tecnologia em saúde em toda a América Latina ficam ainda mais evidentes.

Histórias de sucesso

Em toda a região, startups de tecnologia de saúde já vêm melhorando a qualidade e a eficiência do atendimento de milhões de latino-americanos. Vejamos alguns dos muitos exemplos de inovação encontrados na região.

Unima. Sediada no México, a Unima é uma startup de tecnologia de saúde que presta serviços de diagnóstico médico rápidos e de baixo custo nas áreas rurais do país, onde o acesso a laboratórios é escasso. A ideia é expandir a oferta de atendimento barato e diagnósticos precisos e, ao mesmo tempo, ajudar no controle de doenças infecciosas nessas áreas. Até o momento, a empresa já atendeu mais de 500 mil pacientes.


Mevo. Essa empresa brasileira criou uma plataforma de prescrição digital que permite ao paciente comprar medicamentos prescritos e acessar informações sobre eles em um aplicativo móvel simples de usar. Até o final de 2024, a empresa captou quase US$ 20 milhões em financiamento, o que lhe permitiu expandir e oferecer seus serviços a mais brasileiros.


1DOC3. Na Colômbia, milhões de usuários já descobriram essa plataforma de telemedicina singular, que lhes permite acessar médicos via mensagem de texto e bate-papo em questão de minutos. A 1DOC3 utiliza IA e outras tecnologias para melhorar os tempos de espera e reduzir os custos associados às consultas médicas. A empresa utiliza WhatsApp e outras plataformas comuns para oferecer acesso a atendimento médico até nas áreas mais remotas do país.


Pura Mente. As startups de tecnologia de saúde também cresceram no setor de saúde mental na América Latina, refletindo a demanda crescente por mais atenção a essa área. Um exemplo disso é o Pura Mente, aplicativo argentino de meditação e atenção plena (mindfulness). Desde seu lançamento em 2019, o programa já ganhou mais de um milhão de usuários. O aplicativo é especialmente útil na Argentina, onde o financiamento do cuidado com a saúde mental é historicamente negligenciado.


TRAINFES. A eletroestimulação é uma terapia comum na reabilitação de vários distúrbios neurológicos, como o AVC e as lesões na medula espinhal, mas o tratamento geralmente exige a locomoção do paciente até uma clínica à qual muitos não têm acesso. No Chile, a TRAINFES permite que o paciente receba sessões de terapia remotamente, sem precisar estar presente em uma clínica de reabilitação. Até agora, a empresa já ajudou mais de 10 mil pacientes.

 

Polos de inovação

Um dos maiores motivos do crescimento das startups de tecnologia de saúde na América Latina nos últimos anos é a criação de polos de inovação em toda a região. São áreas dedicadas ao avanço da tecnologia e que frequentemente atraem os investidores necessários para impulsionar esse crescimento.

A Cidade do México, por exemplo, é muitas vezes chamada de “Vale do Silício da América Latina”, e está longe de ser a única a abraçar a inovação tecnológica. Outras cidades são famosas por abrigar startups de tecnologia e investidores, como São Paulo, Buenos Aires, Bogotá, Santiago e muitos outros lugares da América Latina. Essas cidades contam com um número cada vez maior de profissionais talentosos e geralmente oferecem custos menores que outras regiões, o que as torna um destino atraente para empresas de tecnologia e investidores. No fim de 2023, o Fórum Econômico Mundial declarou que a América Latina estava “destinada a ser uma força global em inovação”.

Desafios contínuos

É evidente que manter a inovação na América Latina, assim como ocorre em várias regiões, não é uma tarefa sem desafios. Algumas pessoas são mais lentas em adotar novas tecnologias ou hesitam em confiar nos serviços de saúde digitais. Convencê-las dos benefícios pode demorar. As regras, regulamentos e infraestruturas desatualizadas que regem a assistência médica em muitos países latino-americanos também podem ser um obstáculo ao avanço. Além de atrasar a adoção, isso pode prejudicar a escalabilidade para outros países. Por fim, o financiamento também é um problema para algumas startups. Em alguns casos há falta de investidores, e em outras regiões não há um aproveitamento adequado dos investimentos disponíveis.

Principais conclusões para empresas médicas

Fica claro que as inovações médicas e startups de tecnologia de saúde já são uma realidade na América Latina, e essa tendência só aumentará nos próximos anos. Como fornecedor da região, você pode aproveitar essas tendências mirando no futuro e procurando oportunidades para se associar a empresas que estão ampliando o acesso aos cuidados de saúde por meio de serviços digitais.

Se há plataformas proporcionando mais acesso a telemedicina, receitas médicas, terapias digitais e outras inovações, ser inovador pode ajudar a sua empresa a crescer junto com essas startups. Se os seus serviços se concentram principalmente em hospitais e clínicas, talvez existam maneiras de incluir o que você oferece na onda de serviços digitais de saúde que não para de crescer na região.

Próximos passos

Entre em contato com a GHI para saber mais sobre as tendências de inovação e das startups de tecnologia médica e seu potencial impacto no setor de saúde da América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode oferecer as análises estratégicas de que você precisa para ter as informações necessárias para tomar decisões estratégicas no seu setor.

 

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Como lidar com os crescentes desafios da saúde mental na América Latina https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/como-lidar-com-os-crescentes-desafios-da-saude-mental-na-america-latina/ Wed, 25 Jun 2025 05:36:58 +0000 https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/como-lidar-com-os-crescentes-desafios-da-saude-mental-na-america-latina/ Mariana Romero Roy

A história da saúde mental na América Latina reflete a dualidade característica da região. Por um lado, a região é uma das mais felizes do mundo, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade de 2023. Contribuem para isso fatores como fortes laços familiares, comunidades e amizades unidas e o costume de frequentar a igreja.

Por outro lado, a população latino-americana também pode ter uma probabilidade menor de receber a ajuda necessária para seus problemas de saúde mental. Ironicamente, alguns dos mesmos fatores que contribuem para a felicidade da região também dificultam o início e continuidade do tratamento. Do ponto de vista cultural, aqueles que sofrem de depressão, ansiedade e outros transtornos geralmente não falam sobre o que estão passando para não perturbar a ordem social da comunidade.

O que os números mostram

Embora todos concordem que famílias e comunidades unidas não são um fator negativo, a verdade é que os números apontam para o aumento da crise de saúde mental na região
latino-americana. Em muitos casos, quem mais precisa de ajuda para vários problemas de saúde mental na América Latina não a recebe:

A “lacuna de tratamento” na América Latina

Um problema que afeta cada vez mais a região

Ao mesmo tempo, o impacto dos transtornos mentais vem aumentando não só na América Latina, mas no mundo inteiro. Vários fatores contribuem para essa tendência, incluindo os efeitos persistentes da pandemia de Covid-19 na população e a maior expectativa de vida, que aumenta a probabilidade de ocorrência de problemas de saúde mental entre idosos.

Os transtornos mentais também acometem os jovens da região latino-americana: mais de 16 milhões de pessoas de 10 a 19 anos têm algum problema de saúde mental e, entre 2000 e 2019, a taxa de suicídio cresceu 6%. O suicídio já é a terceira principal causa de morte na região entre adolescentes de 15 a 19 anos.

Como a região está respondendo

Não há dúvida de que a saúde mental é uma preocupação crescente na América Latina, e governos e grandes organizações de saúde já começaram a adotar medidas para enfrentar o problema. Embora tenha ocorrido há muitos anos, um grande ponto de virada na história da saúde mental na América Latina foi a assinatura da Declaração de Caracas, em 1990, pelos países latino-americano. Essa declaração, que tinha como objetivo promover o respeito aos direitos humanos e civis dos doentes mentais, teve grande impacto na saúde mental nos anos seguintes. No ano 2000, pesquisas mostraram que a maioria dos países latino-americanos havia integrado programas de saúde mental a suas unidades de atenção primária e que os sistema de saúde pública cobriam serviços de saúde mental.

Em que pesem esses avanços, porém, as lacunas de tratamento mostradas na tabela acima evidenciam a necessidade de seguir avançando nesse campo. Apesar da prevalência de programas de saúde mental, a equipe e os recursos na área continuam escassos. Além disso, algumas áreas têm maior acesso aos serviços do que outras. O financiamento também continua sendo um grande problema: do total de gastos do governo com saúde na região, apenas 2,8% são destinados à saúde mental, e 60% desse montante vai para hospitais psiquiátricos.

Em resposta a alguns desses desafios, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou, em 2013, um abrangente plano de ação para a saúde mental. No âmbito desse plano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) concentrou esforços na conscientização pública sobre a disponibilidade de cuidados e tratamento para transtornos mentais. A organização também financiou programas voltados à primeira infância, habilidades ao longo da vida, condições de trabalho saudáveis e prevenção do abuso infantil e da violência doméstica e comunitária.

O papel da telessaúde e da tecnologia

Outras organizações estão empenhadas em eliminar a lacuna no tratamento de saúde mental na América Latina por meio do uso da telessaúde, plataformas online de saúde mental e outras tecnologias relacionadas. Um dos exemplos é o Projeto ECHO, que trabalha em oito países latino-americanos para levar serviços de saúde mental para áreas que contam com recursos insuficientes ou enfrentam obstáculos significativos para obter atendimento. Atualmente, o projeto desenvolve programas na Argentina, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Uruguai e Brasil.

O foco do ECHO não é só na tecnologia, mas na capacitação de profissionais locais para ajudar as comunidades. Nas comunidades rurais, é comum que as pessoas se sintam mais à vontade para conversar com um profissional de saúde comunitário do que com um psiquiatra. Assim, o ECHO prioriza a criação de uma rede de pessoas que possam fazer a maior diferença na vida dos habitantes de suas comunidades.

Outra iniciativa semelhante é a Rede Latino-Americana de Tratamento e Inovação em Saúde Mental, ou LATIN-MH. Liderado por universidades locais, incluindo a Universidade de São Paulo no Brasil e a Universidade Peruana Cayetano Heredia em Lima, Peru, esse programa de pesquisa utiliza smartphones para prestar serviços de saúde mental em toda a região. Além de oferecer tratamentos, a LATIN-MH também pesquisa ativamente a eficácia desses tratamentos para promover melhorias futuras.

Principais conclusões para empresas médicas

Embora alguns dos desafios da crise de saúde mental na América Latina tenham relação com a falta de financiamento, a cultura e a desigualdade na prestação de cuidados na região, nos últimos anos a tecnologia tem permitido que empresas de equipamentos médicos e provedores contribuam para ampliar o acesso a um atendimento de qualidade. Empresas que fornecem serviços de telessaúde, aplicativos médicos e plataformas de saúde digitais podem melhorar o acesso ao atendimento de quem vive em áreas remotas e de quem não conta prontamente com tratamentos de saúde mental.

Além disso, o modelo de telessaúde pode ser até mais efetivo no tratamento de transtornos mentais do que de outras condições médicas. Isso acontece porque, como a terapia costuma ser conversacional, o fato de o terapeuta ou psicólogo poder dialogar com os pacientes em um ambiente em que se sentem seguros ajuda a quebrar barreiras e eliminar parte do estigma cultural relacionado à saúde mental na região. Simplificando, a possibilidade de receber tratamento para seus transtornos de saúde mental de maneira privada e no conforto do lar aumenta a probabilidade de que as pessoas utilizem melhor esses serviços e ajam de forma efetiva para melhorar sua saúde.

Próximos passos

Entre em contato com a GHI para saber mais sobre as tendências de saúde mental e seu potencial impacto no setor de aparelhos e equipamentos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode oferecer as análises estratégicas de que você precisa para ter as informações necessárias para tomar decisões estratégicas no seu setor.

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O impacto da IA e da robótica no segmento de dispositivos médicos da América Latina https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-impacto-da-ia-e-da-robotica-no-segmento-de-dispositivos-medicos-da-america-latina/ Thu, 29 May 2025 02:09:46 +0000 https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/o-impacto-da-ia-e-da-robotica-no-segmento-de-dispositivos-medicos-da-america-latina/ Mariana Romero Roy

No mundo e na América Latina, a inteligência artificial (IA) já está sendo amplamente adotada no setor de saúde. Os médicos passaram a usar IA para auxiliar na confirmação de diagnósticos e decisões clínicas, melhorando a eficiência da análise de imagens, do desenvolvimento de medicamentos, do sequenciamento genômico e muito mais.

No contexto dos procedimentos diagnósticos e cirúrgicos, a IA vem sendo cada vez mais incorporada a tecnologias robóticas. Esses avanços estão aumentando a precisão das cirurgias, propiciando desfechos mais positivos e até possibilitando operações remotas.

O avanço da IA no setor

No mercado de dispositivos médicos, vários fabricantes têm integrado ativamente ferramentas de inteligência artificial a seus ecossistemas de produtos, com um número cada vez maior deles colaborando com líderes em IA como a Nvidia. A General Electric, por exemplo, integrou IA ao seu modelo de pesquisa SonoSAMTrack, desenvolvido em colaboração com a Nvidia, o que simplifica o monitoramento de órgãos, tecidos ou anormalidades em vários formatos de imagem. Outras grandes empresas, como Johnson & Johnson MedTech, Moon Surgical e Arrow Electronics, também já começaram a usar ferramentas de IA da Nvidia em seus produtos.

Recentemente, a GE anunciou outras novidades no segmento de inteligência artificial, como a aquisição da divisão de software de IA clínica da Intelligent Ultrasound Group PLC. A empresa revelou ainda o Revolution RT, um sistema de diagnóstico por imagem de TC que utiliza IA para produzir imagens mais precisas.

A Medtronic também estampou as manchetes após anunciar novas colaborações no campo da IA – a principal delas com a Nvidia – para o desenvolvimento conjunto de funcionalidades de IA para a ferramenta de endoscopia GI Genius. A IA também foi incorporada à plataforma Touch Surgery Live Stream da Medtronic, que tem como objetivo melhorar a avaliação pós-cirúrgica de procedimentos laparoscópicos e assistidos por robô.

No campo do diagnóstico, poderosas ferramentas de IA como o Watson for Health da IBM e o DeepMind Health do Google estão simplificando diagnósticos e facilitando avanços médicos. Com seus poderosos bancos de dados médicos e tecnologias de aprendizado de máquina, essas ferramentas são capazes de avaliar problemas médicos e sugerir possíveis soluções com muito mais rapidez.

Impacto da IA nas tecnologias médicas

É evidente que a IA vem redefinindo não apenas a prestação de cuidados de saúde, mas também a inovação por trás das tecnologias médicas. Uma análise de dados recentes evidencia como essa tendência vem rapidamente ganhando força. A expectativa é que a IA seja integrada a equipamentos e dispositivos médicos em ritmo cada vez mais acelerado:

  • 882 – Dispositivos médicos aprovados pela FDA atualmente equipados com sistemas de IA
  • 000% – Aumento no número de dispositivos de IA aprovados pela FDA desde 2020
  • 128 – Dispositivos radiológicos que utilizam IA aprovados somente em maio de 2024
  • 80% – Proporção de dispositivos médicos com IA centrados principalmente em sistemas de diagnóstico por imagem

IA + robótica

A robótica é usada há mais de 30 anos na área da saúde para todos os tipos de aplicações, de funções laboratoriais simples a procedimentos cirúrgicos altamente complexos. Agora, a integração da IA com a robótica está dando nova vida a esses dispositivos médicos. Algoritmos de IA integrados à robótica cirúrgica, por exemplo, ajudam a melhorar significativamente a precisão cirúrgica e reduzir a margem de erro. Há relatos de incisões cirúrgicas com precisão submilimétrica.

Os dispositivos robóticos também podem auxiliar os humanos quando a fadiga se instala durante procedimentos complexos que duram horas a fio. Com isso, os profissionais de saúde podem se concentrar na tomada de decisões relacionadas ao procedimento e utilizar ferramentas robóticas para executar tarefas complexas com uma precisão incrível.

Além disso, o uso da IA e da robótica pode permitir, inclusive, que os cirurgiões façam algo até então considerado impossível: realizar cirurgias remotamente com o uso de ferramentas robóticas complexas. No futuro, isso poderá significar o fim das barreiras geográficas relacionadas a alguns procedimentos, já que os cirurgiões poderão tratar pacientes em outras cidades e mesmo países.

Desafios e oportunidades na América Latina

Em várias nações latino-americanas, o mercado de IA na saúde não é tão avançado quanto em países como os Estados Unidos, mas já vem começando a ganhar terreno. Startups como a Entelai estão liderando o caminho com soluções de IA em neuroimageamento, radiografia torácica e mamografia. Em países como Argentina e Brasil, grandes instituições de saúde vêm formando equipes robustas de informática para testar e implementar tecnologias de IA em seus sistemas.

Observam-se avanços em toda a região, sobretudo na digitalização dos prontuários – um passo fundamental para permitir uma adoção mais generalizada da IA. Com a melhoria da infraestrutura de dados dos sistemas de saúde, o ritmo de integração da IA deve acelerar.

O início da integração da IA e da robótica

Hospitais e fabricantes de dispositivos médicos estão começando a firmar parcerias com empresas de IA para incorporar tecnologias inteligentes a suas ofertas, incluindo sistemas de robótica. No Brasil, o Centro de Inteligência Artificial promove a adoção da IA em ferramentas de diagnóstico por imagem, como raios X, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas, desde 2020. Outras aplicações incluem telemedicina, desenvolvimento de fármacos e apoio a ensaios clínicos.

Em outras regiões da América Latina, empresas como a Eden vêm atraindo recursos para aprimorar ferramentas de diagnóstico e processos de imagiologia. Suas soluções de IA já estão sendo usadas por radiologistas no México e há planos de expansão para outros mercados regionais.

Necessidades específicas e resultados promissores

Embora certamente fascinante, a integração da inteligência artificial a dispositivos médicos robóticos pode representar um avanço secundário da IA diante de algumas das necessidades mais básicas do mercado latino-americano, como a melhoria dos sistemas de manutenção de registros clínicos e da eficiência operacional.

Os desafios do sistema de saúde latino-americano criam uma alta demanda por ferramentas de IA que funcionem mesmo com limitações de infraestrutura. Soluções de IA que melhorem o acesso ao atendimento, sobretudo em áreas carentes ou rurais, são particularmente valiosas. Diagnósticos mais rápidos, reduções de custos e apoio a decisões clínicas nos estágios iniciais são melhorias muito bem-vindas, já que em algumas áreas os pacientes chegam a esperar meses para serem atendidos.

IA no setor de saúde da América Latina – panorama estatístico

  • 38% – Projeção de crescimento do mercado regional de IA na saúde entre 2019 e 2027
  • 5% – Estimativa da contribuição da IA para o PIB da América Latina até 2030
  • US$ 3,6 bilhões – Projeção do tamanho do mercado de IA na saúde no Brasil até 2030
  • US$ 20 bilhões – Montante de capital de risco captado por startups de tecnologia
    latino-americanas em 2020 e 2021
  • US$ 349 milhões – Previsão de receita do mercado de IA na saúde na América Latina até 2030
  • 12,2% – Estimativa da taxa composta de crescimento anual (2024-2030)

Principais conclusões para fabricantes de dispositivos médicos

Não há dúvidas de que a IA e a robótica serão componentes essenciais dos dispositivos médicos no futuro, e a IA deverá ser um dos principais motores do crescimento do setor de saúde na América Latina. A questão, porém, é que a IA e a robótica podem ser mais atrativas para hospitais particulares que dispõem de mais capital.

No curto prazo, ferramentas de IA que ajudem a melhorar a infraestrutura, a organização e a manutenção de registros podem ter mais valor para governos e sistemas de saúde pública. As soluções de IA que conseguirem aumentar a eficiência operacional, reduzir os custos de saúde e ampliar o acesso ao atendimento têm tudo para ganhar terreno rapidamente nos sistemas de saúde latino-americanos. Por mais fascinantes que sejam, os avanços na inteligência artificial e na robótica provavelmente se tornarão restritos a nichos específicos do mercado de saúde latino-americano em um futuro próximo, mas, com a evolução contínua da IA, essas tecnologias certamente terão um potencial muito promissor.

Próximos passos

Entre em contato com a GHI para saber mais sobre as tendências no setor de saúde e seu potencial de impacto no setor de dispositivos e equipamentos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode oferecer as análises estratégicas de que a sua empresa precisa para obter informações valiosas que fundamentarão a tomada de decisões estratégicas no seu setor.

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O papel da América Latina no desenvolvimento e na distribuição global de vacinas https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-papel-da-america-latina-no-desenvolvimento-e-na-distribuicao-global-de-vacinas/ Fri, 28 Mar 2025 01:28:06 +0000 https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/o-papel-da-america-latina-no-desenvolvimento-e-na-distribuicao-global-de-vacinas/ Por Mariana Romero Roy

Na América Latina, a história recente da vacina toma dois caminhos distintos. De um lado, temos uma região que, em 2021, teve dificuldades para implantar a vacinação contra a Covid-19 e, agora, luta para melhorar as taxas de vacinação infantil. De outro, temos países avançando no desenvolvimento de vacinas e transformando a região em um grande player global na sua produção.

Como isso aconteceu? Vamos examinar melhor a história da vacina na região, começando pela pandemia de Covid-19.

Vacina contra a Covid-19 na América Latina: um retrospecto

A pandemia de Covid causou transtornos em todo o mundo, mas o impacto na América Latina foi especialmente drástico. A região respondeu por 25% dos casos mundiais de Covid-19 e por 27% das mortes causadas pela doença.

Olhando para trás, parece que vários fatores contribuíram para o impacto desproporcional que o coronavírus teve na região, mas um deles indiscutivelmente foi a demora na distribuição, adoção e aceitação da vacina. São vários os motivos para os atrasos na vacinação, desde a falta de vacina em algumas regiões até o ceticismo quanto à sua eficácia em outras. O ponto em comum é que a oferta da vacina foi mais lenta e desigual na América Latina do que em outras partes do mundo.

Um relatório de outubro de 2021, por exemplo, constatou que apenas 39% da população latino-americana havia sido imunizada até aquela data. Em alguns países, como Chile e Uruguai, as taxas de vacinação superaram 70%, enquanto em outros, como Guatemala, Venezuela e Honduras, os índices não chegaram a 25%. Embora isso se deva em grande medida à desconfiança em relação à vacina, muitos países dependiam totalmente de doações para imunizar a população, o que criou problemas de oferta e igualdade.

Em 2023, a América Latina havia conseguido se recuperar, com alguns países superando a marca de 90% da população vacinada. Outros países, no entanto, ainda não atingiram a meta de vacinação da Organização Mundial da Saúde, estabelecida em 70%.


Uma tendência preocupante: taxas de vacinação infantil na América Latina

Infelizmente, a pandemia de Covid-19 não foi o único desafio vacinal enfrentado pela América Latina nos últimos tempos. Uma outra tendência preocupante, de acordo com o UNICEF, é a queda no índice de vacinação infantil na região. Entre 2012 e 2021, as taxas de vacinação diminuíram na América Latina, que antes apresentava as mais altas taxas de imunização do mundo. A tabela abaixo mostra mais detalhes.

Vacinação infantil na América Latina

Uma história de sucesso: a aumento da produção de vacinas na região

As dificuldades na vacinação contra a Covid-19 e as taxas de imunização infantil na América Latina indicam claramente que há espaço para melhorar, e que há luz no fim do túnel. Se tem uma lição que a região aprendeu durante a pandemia é que não é possível depender totalmente da importação de vacinas.

Durante a pandemia, apenas 15% das vacinas eram produzidas na América Latina. Desde então, governos locais e órgãos regionais com boas bases fabris vêm investindo na expansão da capacidade de produção e fabricando mais vacinas localmente.

Alguns desses esforços têm recebido o incentivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e sua Plataforma Regional de Inovação e Produção. O objetivo do programa, aprovado em setembro de 2021, é ampliar a capacidade de produção de medicamentos essenciais e tecnologias de saúde na América Latina. O Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América do Sul (PROSUL) também vem desenvolvendo programas semelhantes.

Esses esforços já estão começando a gerar bons frutos na região. Em julho de 2024, por exemplo, a fabricante de vacinas brasileira Bio-Manguinhos/Fiocruz passou a fazer parte da rede de fabricantes CEPI para ajudar a criar respostas mais rápidas e equitativas a ameaças de doenças futuras. Esse avanço parece se repetir em toda a região, e países como México, Colômbia e Chile, entre outros, devem crescer no mercado de vacinas nos próximos anos. A tabela abaixo mostra mais dados.

Crescimento nos mercados de vacina da América Latina por país

O futuro das vacinas na América Latina

Impulsionadas pelos esforços de governos regionais e locais, as tendências de mercado parecem indicar que a América Latina aprendeu lições valiosas com a escassez de vacinas e a desigualdade resultante da pandemia de Covid-19. Mais que isso, muitos países agora parecem estar se mobilizando para produzir suas próprias vacinas e reduzir a dependência de importações nos próximos anos.

Já foi registrado um avanço significativo e, como os números acima apontam, a previsão é de crescimento no futuro. De fato, o Centro para o Desenvolvimento Global já observou que muitos países de renda média, entre eles o Brasil, já são importantes fornecedores mundiais de vacinas. Com o contínuo aumento da produção na região, é possível que outros países sigam o mesmo caminho e virem atores relevantes do mercado global de vacinas.


Principais conclusões para empresas de saúde

Quando o assunto é vacina e dispositivos, equipamentos e suprimentos auxiliares relacionados à imunização, fica claro que o foco da América Latina, como região, é o aumento da produção para atender às necessidades locais e, quiçá, expandir a base de mercado localmente e no mundo. Fabricantes e fornecedores do setor de vacinas podem ajudar nisso concentrando seus esforços em produtos e iniciativas que auxiliam países e empresas locais a alcançar esses objetivos.


Próximos passos

Entre em contato com a GHI para saber mais sobre as tendências no setor de saúde e seu potencial impacto no mercado de vacinas da América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises e informações valiosas de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas em seu setor.

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Turismo médico no brasil: uma tendência que só cresce https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/turismo-medico-no-brasil-uma-tendencia-que-so-cresce/ Wed, 26 Feb 2025 18:17:17 +0000 https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/turismo-medico-no-brasil-uma-tendencia-que-so-cresce/ Por Mariana Romero Roy

Milhões de pessoas viajam ao país todos os anos em busca de cirurgias e cuidados médicos, por seu alto padrão de atendimento e custos mais baixos do que em regiões como Europa e América do Norte

Voltado para viajantes que buscam tratamento médico – aliado ou não ao lazer – em outras partes do mundo, o turismo médico, ou turismo de saúde, cresce em um ritmo impressionante: estima-se que, a cada ano, o setor apresente uma expansão de 15% a 25%, de acordo com a Associação de Turismo Médico dos Estados Unidos. De check-ups completos a tratamentos e cirurgias, esses pacientes são atraídos pelos tratamentos de alto padrão a custos mais baixos do que em mercados como Estados Unidos e Europa.

Só na América Latina, em 2022, esse mercado foi estimado em US$7 bilhões – e as projeções são de que, até 2027, ultrapasse os US$17 bi. Importante destacar que, na região, o Brasil é um dos líderes do turismo médico, atraindo viajantes da América do Norte, Europa e, inclusive, de outros países latino-americanos.

Embora o país seja procurado por sua excelência em diversas especialidades – cirurgia bariátrica, odontologia e ortopedia sendo algumas delas –, os procedimentos estéticos, cujo setor brasileiro é referência mundial, puxam os números para cima: o Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias estéticas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).

Mas não é só: outros diferenciais alavancam o potencial brasileiro para o turismo médico, como, por exemplo, um mercado de saúde cada vez mais qualificado, avançado tecnologicamente e em franco crescimento – de acordo com a empresa de pesquisa Insights10, até 2030, o mercado de saúde brasileiro deve chegar a US$13 bilhões. Além disso, o Brasil foi o segundo país do mundo, depois dos Estados Unidos, a conquistar para os seus centros médicos o credenciamento da Joint Commission International (JCI), que garante os mais altos padrões internacionais de qualidade e segurança. Hoje, mais de 50 centros médicos brasileiros contam com essa certificação.

Maiores polos de turismo médico no brasil

Dentro do país, São Paulo se destaca como o maior polo de turismo de saúde, concentrando mais de 34% das cirurgias plásticas – sendo 60% delas só na capital –, de acordo com a Gallup Organization. Além da vasta oferta de centros médicos, São Paulo também oferece uma ampla diversidade de hospedagens, serviços e opções de lazer, somada ainda a feiras e congressos, atraindo turistas de todo o mundo.

Atrás da metrópole, está Pernambuco e, principalmente, sua capital Recife, como segundo maior polo de turismo médico no Brasil, concentrando mais de dois mil centros de saúde. De acordo com o Setor de Pesquisas da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, em 2022, mais de 120 mil turistas foram a Recife em busca de tratamentos médicos. Algumas das razões por trás da popularidade pernambucana no turismo médico são a excelência médica, os custos mais baixos do que os de São Paulo e o próprio estado como destino turístico por suas belas praias, atraindo estrangeiros interessados em aliar os cuidados médicos ao lazer.

Além de São Paulo e Recife, outras capitais que atraem turistas de saúde no Brasil são Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre – regiões que também concentram serviços médicos de qualidade e infraestrutura turística robusta.

Um novo mercado

O aumento da busca por tratamentos e cirurgias em solo brasileiro também abriu as portas para novos serviços complementares especializados, principalmente considerando a longa permanência desses viajantes – de, em média, 3 semanas. Pacientes de todo o mundo encontram, principalmente nas maiores capitais, como São Paulo, soluções como home e hotel care – que oferecem hospedagem personalizada –, transporte, acompanhamento nutricional, agendamento de exames, reservas em restaurantes e até serviços de tradutor e intérprete para os turistas que não falam português.

Esta demanda cria oportunidades para diversos outros setores – de hotelaria especializada para garantir os cuidados necessários e agências de turismo a mercados especializados, como o farmacêutico, o de equipamento médicos e o de serviços assistenciais, abrindo espaço para que profissionais como cuidadores e enfermeiros se especializem nesse nicho.

No entanto, para que o Brasil possa aproveitar plenamente o potencial do turismo médico e, assim, prosperar nos demais setores direta ou indiretamente relacionados, é preciso que os órgãos de Turismo no país olhem de forma mais cuidadosa para esse mercado – que, diferente do que acontece em países concorrentes de peso, como Índia, Malásia e Tailândia, não está entre as prioridades de investimentos do setor.

Nesse sentido, a mobilização dos órgãos públicos e privados é essencial para conectar os mais diversos agentes que atuam ou têm potencial de atuar no turismo médico brasileiro, criando cada vez mais oportunidades e serviços de alta qualidade, acompanhando a excelência médica nacional.

Próximos passos

Entre em contato com a GHI para saber mais sobre as tendências do setor de saúde e seu impacto potencial no segmento de equipamentos e dispositivos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores está pronta para oferecer as análises estratégicas de que a sua empresa necessita para obter insights valiosos e orientar a tomada de decisões estratégicas em seus mercados.

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Saúde do idoso: a ascensão da medicina geriátrica na América Latina https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/saude-do-idoso-a-ascensao-da-medicina-geriatrica-na-america-latina/ Wed, 29 Jan 2025 04:45:22 +0000 https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/saude-do-idoso-a-ascensao-da-medicina-geriatrica-na-america-latina/ Por Mariana Romero Roy

O envelhecimento populacional é uma preocupação global que ultrapassa as fronteiras da América Latina. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o percentual de pessoas com mais de 60 anos no planeta praticamente dobrará entre 2015 e 2050, passando de 12% para 22%. Além disso, 80% dos idosos estarão vivendo em países de renda baixa ou média em 2050.


População idosa na América Latina


Na América Latina, as questões relacionadas ao envelhecimento populacional são ainda mais acentuadas. A taxa de envelhecimento na região é uma das que mais cresce no mundo. Calcula-se que o percentual de pessoas com mais de 65 anos aumentará de 9% em 2019 para 18% em 2050. Até 2030, haverá na América Latina mais pessoas com mais de 60 anos do que crianças com menos de 5 anos.

As realidades econômicas, financeiras e culturais também impõem desafios adicionais ao cuidado dos idosos na América Latina. Em primeiro lugar, a inconsistência na qualidade do cuidado oferecido na região impede que os países latino-americanos estejam preparados para atender às necessidades do crescente número de pacientes idosos.

Além disso, uma quantidade significativa da população local com mais de 65 anos pode ser classificada como “funcionalmente dependente”, pois exigem a ajuda de outra pessoa para suas tarefas diárias. As projeções indicam que o número de pessoas funcionalmente dependentes aumentará em toda a região até 2050. O gráfico abaixo apresenta um detalhamento por país:

Um ônus para a família

Nas sociedades e na cultura latino-americanas, a tarefa de cuidar de idosos geralmente recai sobre os integrantes mais jovens da família, e não sobre profissionais contratados. Isso tem o potencial de impor um enorme ônus sobre as comunidades, que ultrapassa o cuidado de idosos e o sistema de saúde, alcançando também amigos e familiares.


Disparidades no cuidado de idosos na América Latina


Evidentemente, embora seja difícil para todos os países da América Latina e do mundo todo cuidar do envelhecimento de seus habitantes, alguns países enfrentam desafios maiores. Uma análise realizada pelo BID em 2022 constatou que melhorias na aposentadoria, no atendimento de saúde e nos sistemas de cuidados de longo prazo impactam diretamente a qualidade de vida em algumas nações latino-americanas, em comparação com outras.

Pessoas com mais de 65 anos em países como Panamá, Brasil, Chile, Costa Rica e Argentina, por exemplo, podem viver por mais tempo, com “melhor qualidade de vida”, que habitantes da Venezuela, Honduras e Nicarágua. Consulte a tabela do índice de qualidade de vida abaixo para ver mais informações.

Como os países estão se adaptando

Uma análise mais minuciosa desses números revela os países que estão se adaptando bem ao envelhecimento da população, quando comparados a outros que precisam melhorar. Chile e Costa Rica, por exemplo, apresentam bons resultados no índice de qualidade de vida porque oferecem acesso a bons serviços de saúde. Em vários países da América Latina o acesso e a qualidade são insuficientes e irregulares.

Os serviços de saúde de longo prazo também precisam ser aprimorados para acompanhar o envelhecimento da população. Baixa cobertura, qualidade deficiente, regulamentação insuficiente e mecanismos de controle fracos são problemas comuns em toda a região. Argentina e Costa Rica se sobressaem como países com bom índice de qualidade de vida pela cobertura relativamente alta que oferecem a quem precisa de cuidados de longo prazo.


Possíveis soluções


As respostas aos desafios enfrentados pela América Latina no cuidado da saúde de seus idosos não surgirão de um dia para o outro. Existem, porém, várias estratégias, grandes e pequenas, que podem fazer a diferença na preparação dos países para a adoção de um serviço adequado de atenção à saúde de sua futura população idosa. Na verdade, alguns países já estão colhendo bons frutos nessa área. Um dos exemplos é o Uruguai.

A mudança começou a acontecer em 2015, com a implementação de um Sistema Nacional de Saúde Integrada. O objetivo do sistema universal de saúde é proporcionar amplo atendimento a todos, independentemente de onde moram e de quanto ganham. Atenção especial foi dedicada ao cuidado de longo prazo de idosos, ao apoio aos cuidadores da família e à assistência a pessoas com deficiência e crianças. Foram criados programas de telemedicina e de cuidados domiciliares e centros comunitários para pessoas com deficiência leve ou moderada. O Uruguai serve de modelo para outros países da América Latina que querem começar a cuidar das necessidades de seus idosos.

Um artigo publicado em 2022 pela Sociedade Britânica de Geriatria identificou diversos outros requisitos para melhorar o cuidado e a qualidade de vida da população idosa da América Latina nos próximos anos. Os autores identificaram os seguintes pontos de foco:

  • Treinamento adequado para profissionais de saúde
  • Eliminação de desigualdades e disparidades no cuidado com base na classe social
  • Cuidados paliativos e de fim de vida mais aprimorados
  • Educação e ênfase no envelhecimento saudável
  • Cuidado integrado e centrado no paciente

É claro, estamos falando de objetivos grandiosos que exigirão esforço significativo, mas que serão essenciais para promover a saúde e o bem-estar de todos os latino-americanos nos próximos anos.


Principais conclusões para empresas da área de saúde


Representantes farmacêuticos, fornecedores de equipamentos e outros atores do mercado de saúde da América Latina agora têm a oportunidade de fazer parte da solução aos desafios do envelhecimento populacional, com a oferta de equipamentos e serviços que serão vitais para o cuidado da saúde. O foco no mercado de atendimento domiciliar será fundamental para essa população e seus cuidadores, o que inclui equipamentos de diagnóstico e monitoramento, como monitores de pressão arterial e sensores de glicose, além de produtos essenciais para cuidados paliativos, terapia domiciliar e muito mais.

Nos hospitais, serviços de diagnóstico de última geração também serão importantíssimos para a população que envelhece. A GHI identificou equipamentos como sistemas de angiografia, tomógrafos computadorizados, eletrocardiógrafos, sistemas de endoscopia, fluoroscópios, câmaras gama, aparelhos de ressonância magnética e mamógrafos como as principais áreas de crescimento nos próximos anos. Os equipamentos de anestesia também devem crescer acentuadamente em toda a América Latina.

Além das tecnologias médicas de ponta, também terão alta demanda no futuro próximo os equipamentos de cuidado prático destinados a idosos, como cadeiras de rodas, andadores, bengalas, muletas, mesas cirúrgicas, macas para fisioterapia, aparelhos CPAP e muito mais.


Próximos passos


Entre em contato com a GHI para saber mais sobre as tendências nos cuidados de saúde e seu potencial impacto no setor de aparelhos e equipamentos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode oferecer as análises estratégicas de que você precisa para ter as informações necessárias para tomar decisões estratégicas no seu setor.

 

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Assessing the Needs of the Latin American Healthcare Consumer https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/assessing-the-needs-of-the-latin-american-healthcare-consumer/ Thu, 21 Nov 2024 07:38:40 +0000 https://globalhealthintelligence.com/?p=22871 By Mariana Romero Roy

In the ever-changing world of healthcare, it can be challenging to keep up with the trends. New technologies like AI, broad policy changes and major global events like pandemics can take what you think you know and shift it drastically.

Though hospital administrators and policymakers at the highest levels often dictate what supplies and equipment are most frequently requested, the reality of healthcare is that it all comes down to the patients. What type of care are they getting; what care are they not getting; and how are they engaging with the healthcare economy in general. By understanding those trends, you can start to get a better sense of what changes hospitals will make — and ultimately what treatments, services and equipment will be in greater demand in the years ahead.

To keep you at the cutting edge of developing trends, it’s best to hear directly from the healthcare consumer. McKinsey recently completed a survey of more than 4,200 people in Latin America to gauge their interest in healthcare, and what exactly they’re looking for from the market. Here are some of the highlights.


Accessibility Is a Concern


Unfortunately, one of the key takeaways from Latin American healthcare consumers is that accessibility of healthcare continues to be an issue for many people in the region. In fact, 2,643 people said that they have deferred desired medical care over the past year.

When asked why they deferred care, concerns related to the accessibility of care were at the top of people’s lists. This includes limited availability, long wait times and even not knowing where to go for their desired care. Clearly, many Latin American patients still have concerns with the accessibility of medical care despite the improvements to care in the region in recent years.

Accessibility Fast Stats

  • 62% – Percentage of Latin American healthcare consumer who deferred medical care over the past year (2,643 total)
  • 31% – Those who cited lack of accessibility as a reason for deferring care
  • 14% – Those who did not know where to go to receive their desired care

 


Affordability Remains an Issue


Despite the universal healthcare systems in place in many countries in Latin America, affordability is also a problem for many Latin American healthcare consumers. For example, of the 2,643 survey respondents who said that they deferred medical care over the past year, 24% cited the high cost as the reason for their deferral. Overall, many of the 4,276 total survey respondents say that they still pay out of pocket for some of their healthcare costs, including medications and doctor’s visits.

Perhaps even more concerning, healthcare consumers not only have issues affording medical care, but also private insurance to cover these costs. A majority of people who took the survey do not have private insurance (62%). Twenty percent of that group was interested in private care but lacks the funds to afford it.

What’s more, even those in the survey who did have private insurance were unhappy with the costs. A majority of consumers with private healthcare would accept certain restrictions in order to lower the cost of care, such as seeing a general practitioner first as a gatekeeper, or even seeing a restricted network of doctors. A large majority of respondents were also interested in health services memberships that provided discounts for things like medications, lab tests and preventive care.

Affordability Fast Stats

  • 24% – The percentage of healthcare consumers who deferred medical care over the past year because they could not afford it
  • 35% – The percentage of survey respondents who pay out of pocket for some medical care
  • 20% – The percentage of uninsured survey respondents who are interested in private insurance but can’t afford it
  • 78% – The percentage of insured survey respondents who would accept limitations on their insurance for a 10-20% price reduction
  • 34% – The average number of survey respondents who were interested in paying $7 to $9 a month for some form of health services membership that offers discounts on medications, lab tests, preventive care and more

 


Innovations That Improve Access to Care Are Popular


Luckily, it’s not all bad news when it comes to the outlook of Latin American consumers. One area in particular that they seem very interested in is the ability of digital means such as health apps, websites and virtual care to make health care easier to access.

For example, across Latin America, a total of 13% of healthcare consumers regularly uses social medical for prevention and healthcare information. On average, 13% also rely on health apps. These two sources of information trailed only their doctors as the number one source of health information in the survey.

Speaking of health apps, interest in those has grown quite high in the region. A total of 81% of survey respondents across Latin America expressed a willingness to pay out of pocket for a wellness and preventive app.

The other innovation that was interesting to Latin American healthcare consumers is virtual care, or telemedicine. Survey respondents were most open to using virtual care for follow-up appointments (48%), but there was also strong interest in virtual care for low-complexity visits (41%) and mental health counseling (31%). Overall, receiving care virtually or at home for low-complexity medical concerns polled strongly throughout the region.

Innovation Fast Stats

  • 48% – The percentage of healthcare consumers who would prefer a virtual consultation for follow-up care
  • 41% – Those who would prefer a virtual consultation for low-complexity medical issues
  • 31% – Those who would prefer a virtual consultation for mental health counseling
  • 81% – The percentage of survey respondents who would pay out of pocket for a wellness and preventive app
  • 58% – The percentage of survey respondents who would prefer care outside of a medical facility for low-complexity medical issues

 


Key Takeaways for Health Care Companies


This survey of thousands of Latin American healthcare consumers highlights some of the concerns that remain in the region, such as inequality when it comes to care, lack of accessibility and high costs. However, a closer look at the numbers indicates a lot of opportunities for healthcare providers and manufacturers that would be appealing to the patients that they ultimately serve.

In particular, the 81% of survey respondents who would pay out of pocket for a high-quality wellness and preventive app each month stands out as a major opportunity for healthcare innovators. When you pair that with the high interest in digital sources of health information, as well as the willingness to pay for health services memberships related to medications, lab tests and more, that indicates a large potential market for healthcare companies related to mobile applications, membership subscriptions, online health information and more.

Another standout opportunity from this survey is the high interest in telehealth or virtual care. Companies that provide the technology and equipment related to virtual care for providers may be able to leverage these stats for higher adoption of their goods and services.

Of course, the survey also indicates strongly that any innovations that increase access to care and improve affordability are going to be appealing to patients. Luckily, many of the technological innovations related to virtual care, membership services and mobile applications can do exactly that, offering more to the patient while also making care more accessible and affordable.

 


Next Steps

Contact GHI to learn more about healthcare trends and their potential impact on the medical device and equipment industry in Latin America. Our team of researchers can provide the strategic analysis you need to gain valuable insights to support strategic decision-making in your industry.

 

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The Future of Mexican Healthcare Under President Sheinbaum https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/the-future-of-mexican-healthcare-under-president-sheinbaum/ Tue, 22 Oct 2024 15:14:28 +0000 https://globalhealthintelligence.com/?p=22797 By Mariana Romero Roy

On October 1, 2024, Claudia Sheinbaum was sworn in as the first female president in the history of Mexico. She wasted no time getting to work, announcing 100 commitments to the people of Mexico in her inaugural speech on that day.

Sheinbaum’s term as president will last until 2030, and her Morena political party also holds a supermajority in the Mexican Congress. This would indicate that she should have an open path forward in making many of her policy proposals a reality, but time will tell how many are viable and ultimately take hold in the country.

An Eye on the Transition

What also remains to be seen is how many of the ideas of her predecessor, López Obrador, are retained as President Sheinbaum gets to work. While in office, President Obrador faced several challenges related to medication availability and distribution. The issues have grown so intense in recent years that parents of children with cancer have taken to the streets and blocked traffic to protest the lack of life-saving cancer medications such as chemotherapy. Anesthesiologists in Mexico have been known to reuse vials of morphine due to lack of availability, which has led to outbreaks of meningitis that have killed dozens of people.

These developments and others led to Obrador announcing the creation of a “mega pharmacy” in late 2023. This government-owned, 43,000-square-foot facility is intended to house and distribute any medication that Mexican patients might need.

Though Sheinbaum publicly declared during her inauguration speech that she would “maintain all of the president’s programs,” we will see if time tells a different story. In the meantime, she outlined a very ambitious plan for the future of Mexican healthcare. We’ll touch on some of the highlights of her policy proposals here, and how those proposals might impact healthcare equipment manufacturers and suppliers.

A Bold New Future

President Sheinbaum’s inauguration speech on October 1 was broad and sweeping, outlining a total of 100 commitments. She touched on several significant healthcare reforms, including the following:

  • Stronger universal healthcare. Though Mexico already has a universal healthcare system, Sheinbaum aims to strengthen it in the coming years and ensure that all citizens have access to essential care and services. This includes treatments such as lab tests, surgeries, preventive care, vaccinations, and medications. She plans to start with the existing IMSS-Bienestar program and consolidate it as the leading healthcare system in Mexico.
  • Improved medication access. Access to critical drugs has been a problem in Mexico for years, and Sheinbaum vowed to change that with a “Pharmacies for Wellbeing” program beginning in 2025. This plan would open pharmacies next to Wellbeing Banks to provide free basic medications, especially for those most in need such as the elderly.
  • Education to fight obesity. Sheinbaum also acknowledged the epidemic of obesity facing Mexico currently, as well as its associated complications such as diabetes, high blood pressure and more. Her proposal is a national education campaign focused on public spaces, schools and workplaces to reinforce the importance of making healthy choices and avoiding unhealthy foods.
  • Support for the elderly. Enhanced care for the elderly was a major focus of Sheinbaum’s proposals, and many of her commitments to the Mexican people aimed to improve elder care. Some of the highlights included door-to-door healthcare for the elderly, better access to essential drugs and services, and improved availability for important surgeries like cataract or knee surgeries.
  • A commitment to women’s health. Sheinbaum also promoted women’s health almost as strongly as elder care, with a commitment to ensuring access to sexual and reproductive health services for women. She also committed to supporting women and infants through the first 1,000 days of life with supportive care, vitamins and supplements, the promotion of breastfeeding, and more.
  • Better health services at schools. Sheinbaum also plans to enhance the availability of healthcare services at public schools, including vision care, dental care, addiction prevention, and other mental health services.

 


 

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How Sheinbaum’s Policies May Impact Manufacturers & Suppliers

As you can see, President Sheinbaum’s proposals for the healthcare industry are broad and far-reaching. If enacted, they will have major implications for hospitals, medical centers, and all the manufacturers and suppliers for the Mexican healthcare industry.

Of course, it remains to be seen how many of President Sheinbaum’s major proposals will become realities in the years ahead, as well as how many of former President Obrador’s healthcare policies will be retained. But if even a fraction of her many proposals are enacted into law and implemented, there is no question that healthcare manufacturers and suppliers will have many great opportunities awaiting them.

In particular, companies that focus on pharmaceuticals, women’s health, and elder care may stand to make gains under President Sheinbaum’s proposals. All three areas were key focuses of her inauguration speech commitments. Sheinbaum also seemed to focus on expanding healthcare access to areas not previously seen, such as schools and homes. Medical supplies and equipment that are easily transportable may be another area to keep an eye on in the years ahead.

Overall, major healthcare reforms were such a key component of President Sheinbaum’s inauguration speech that it’s safe to anticipate some major developments in Mexico in the years ahead. When you consider that her political party also has a supermajority in Mexico’s Congress, she also may have the support she needs to turn her ideas into reality.

Next Steps

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